SINEPE apresenta contraproposta de reajuste abaixo do INPC

Na reunião mais tensa até o momento entre o coletivo dos Técnicos e Administrativos e o SINEPE/RS, o debate se concentrou nas cláusulas econômicas. Logo na abertura do encontro, um susto para os representantes dos trabalhadores:  contraproposta da patronal de abono de 1% de setembro a fevereiro e, a partir de março, reajuste de 2% nas cláusulas econômicas. Marli Magali e Adriano Francisco representaram o Sintep Vales. 

“Trabalhamos forte com a questão financeira. A proposta inicial era de 0% de reajuste, porém, para tentar fechar o acordo, chegamos ao nosso limite de 2%. Não há como chegar nem na metade do INPC”, afirmou a direção do SINEPE. 

Os representantes dos Técnicos e Administrativos não esconderam a surpresa negativa com a proposta e questionaram como foi chegado ao valor de 2% de reajuste, tendo como resposta que foi realizada uma pesquisa com as direções das instituições. “É um momento de tristeza pela situação da qual nós, trabalhadores, estamos passando. Sabemos da realidade financeira, mas não podemos esquecer que já foi feita a suspensão de contratos, vários colegas foram demitidos e, nos últimos anos, estamos acumulando perdas salariais”, afirmaram os sindicalistas.  

Após um intervalo solicitado pelo coletivo dos Técnicos e Administrativos, os representantes dos trabalhadores pediram prazo até a segunda-feira para entregar uma nova proposta. “Vamos construir um novo texto, porém, já afirmamos que será ainda mantendo o índice do INPC. Se existe a dificuldade para as instituições, ela é ainda maior para a nossa categoria. Não estamos tratando apenas de números, mas sim do meio de sobrevivência dos trabalhadores”.  

INTERRUPÇÃO DAS ATIVIDADES E REDUÇÃO SALARIAL 

No início do encontro desta terça-feira (13/4), os diretores do SINEPE lamentaram que os sindicatos não chegaram a um consenso sobre a interrupção das atividades e redução salarial. A resposta foi dada pelos Técnicos e Administrativos nesta segunda-feira (12/4). Entendendo pontos da proposta como prejudiciais para a categoria, e sem aceite de alterações por parte da patronal, os sindicalistas recusaram levar a proposta adiante. 

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